Compulsões e piloto automático: quando o alívio vira prisão
- Marcus B Caetano

- 18 de jan.
- 1 min de leitura

Nem toda compulsão parece dramática. Às vezes ela é silenciosa e “socialmente aceita”: trabalhar demais, rolar tela sem parar, comer no automático, buscar pornografia para desligar, comprar para aliviar. O ponto comum costuma ser este: um alívio imediato que, depois, cobra vazio, culpa ou cansaço.
Aqui a proposta não é moralizar nem te prometer “controle total”. É entender o que essa repetição está tentando resolver e construir outras formas de sustentar a vida por dentro.
Como saber se virou um problema
Alguns sinais:
você faz “sem querer”, e só percebe depois
precisa aumentar dose/tempo para ter o mesmo alívio
sente culpa, vergonha ou sensação de perda de tempo
usa para fugir de sentimentos difíceis (ansiedade, solidão, vazio)
a repetição começa a afetar sono, relações, trabalho, autocuidado
O que costuma estar por trás
Compulsões muitas vezes funcionam como:
anestesia emocional (um “desligar”)
tentativa de controle quando o mundo interno está caótico
forma de evitar luto, raiva, medo, fragilidade
substituto de vínculo e presença
Em vez de atacar só o comportamento, o trabalho é entender a lógica dele e o lugar que ele ocupa na sua história.
Como a psicoterapia pode ajudar
No processo, costuma ser possível:
reconhecer o ciclo: gatilho → urgência → alívio → culpa/vazio → repetição
diferenciar necessidade real de urgência compulsiva
construir linguagem para o que estava “sem palavras”
desenvolver alternativas sustentáveis (limites, rotina, presença, escolhas)
Como funciona comigo
online por vídeo (Zoom); em alguns casos, áudio pode ser combinado
50 minutos | £50
frequência: semanal ou quinzenal
cancelamento/remarcação: 24h



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